O Ministério Público de Minas Gerais, apresentou nesta segunda-feira, 28 de setembro, uma denúncia contra o atual Vereador e Presidente da Câmara Municipal de Diamantina, Edivan Silva Soares Filho, por suposto envolvimento em um esquema de desvio de recursos públicos, mais conhecido como “rachadinha”.

De acordo com o MP, assim que assumiu a Presidência da Câmara, no início de 2019, Edivan nomeou para elevados cargos de assessoria parlamentar, Valdênia Costa Fernandes e Mirlaiany Júnia de Grado, sendo que ambas foram desviadas de seus cargos para as quais estavam nomeadas e passaram a exercer funções como serviços gerais e arquivos.

Cada funcionária recebia algo em torno de 2 mil reais, entretanto, o vereador teria determinado que ambas devolvessem, mensalmente, parte da remuneração recebida como condição para mantê-las nos cargos.
Ainda de acordo com o MP, as duas mulheres teriam aceitado a proposta para não perderem o emprego, sendo que Valdênia devolvia por mês o valor de R$750,00 e Mirlaiany R$500,00, que eram repassados a terceiros que o próprio vereador escolhia para serem “agraciados”.

AMEAÇAS

Após três meses devolvendo parte dos salários ao vereador, as mulheres procuraram Edivan alegando que não fariam mais a devolução. Segunda o Ministério Público, elas disseram que após o ato, foram intimidadas e ameaçadas pelo parlamentar na tentativa de manter o caso em sigilo.

Quando o caso veio a público, o acusado do esquema de “rachadinha”, exonerou Valdênia, uma vez que foi ela quem o denunciou ao Ministério Público. Mirlaiany também foi exonerada, mas assinou um contrato de trabalho temporário para prestação de serviços na função de auxiliar de serviços gerais, cuja remuneração mensal é de cerca de R$1.200,00.

O Ministério Público estima que o esquema tenha ocorrido entre os meses de fevereiro e agosto de 2019, onde nesse período o parlamentar tenha adquirido de forma ilícita R$8.750,00.

Na denúncia do MP, é requerido que o vereador devolva o valor referente ao esquema, bem como todos os bens e valores auferidos com esses recursos. Requer também que seja fixado o valor mínimo de 50 mil reais, para reparação dos danos morais ao erário e as vítimas, além da suspensão dos direitos políticos do mesmo.

A redação do Portal Gazeta dos Vales, entrou em contato com a assessoria de comunicação do parlamentar, mas até a publicação desta matéria não obtivemos nenhum retorno.

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