A participação feminina no processo eleitoral (como candidatas), vem crescendo ano após ano, mas o número de mulheres eleitas ainda é muito baixo quando comparado com o sexo oposto, da mesma forma que a quantidade de mulheres com o mínimo de votos ou até sem nenhum, é muito maior comparado aos candidatos do sexo masculino.

Essa realidade que é encontrada em praticamente todas as cidades do país, não é diferente em Capelinha, que este ano teve 60 mulheres como candidatas ao cargo de vereadoras, mas boa parte desse número figura na lista de candidatos com menos de 20 votos.

Os partidos começaram a aumentar o número de candidaturas de mulheres após a minirreforma eleitoral de 2009. A emenda tornou obrigatória a cota de, no mínimo, 30% para candidaturas de mulheres em eleições proporcionais (como a de vereador). Antes disso, uma lei previa a reserva de 30% das vagas para as mulheres, mas os partidos deixavam essas vagas vazias.

O que chama a atenção nas eleições deste ano, é que dos 20 candidatos menos votados em Capelinha, 14 são mulheres, sendo que nesse número há uma candidata que não teve nenhum voto. Dos 13 vereadores eleitos, apenas uma é mulher, mas essa se destaca por ter sido a vereadora mais votada neste ano, com 955 votos (Maria Carlota).

Dos 28 candidatos que estão na lista de suplentes, com mais de 100 votos, cinco são mulheres e 23 são homens, números esses que mostram o enorme abismo que existe na política quando falamos de mulheres e homens como candidatos.

Nessas eleições, algumas campanhas foram lançadas pelo Brasil, inclusive em Capelinha, incentivando a representação feminina na política. É nítido o crescente número de mulheres no processo eleitoral, essas que caminham a passos largos para ocuparem um espaço que sempre foi dominado pelos homens.

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