As comemorações de fim de ano já estão batendo na porta e, com isso, muita gente já está preparando o bolso para as compras típicas deste período. Em Minas Gerais, milhares de lojas já estão recrutando funcionários para as vendas de Natal e Ano Novo.

Segundo a FCDL-MG (Federação da Câmara de Dirigentes Lojistas do Estado de Minas Gerais), o comércio varejista deve abrir temporariamente 15 mil postos de trabalho no final do ano. Esse número representa um crescimento de 87,5% em relação a 2020, quando 8 mil trabalhadores foram contratados.

Já em Belo Horizonte, o Sindilojas-BH (Sindicato dos Lojistas de Belo Horizonte) estima que sejam contratados entre 1.200 e 1.500 pessoas no regime temporário.

Atenção aos modelos de contrato

Para o advogado tributarista Tadeu Saint’ Clair, é importante que as empresas se preocupem com o modelo de contratação dos novos empregados e estabeleçam isso em contrato. Ele explica que existem diferentes modalidades de contratação, como o trabalho temporário, o trabalho intermitente e o trabalho parcial.

“Com a reforma de 2017, o leque de possibilidades de vínculos trabalhistas cresceu, e essa temporada de contratações é um bom momento para colocar em prática algumas das prerrogativas constantes na lei”, explica.

Em regra, essas categorias oferecem direitos semelhantes previstas pela CLT, como pagamento de férias proporcional, 13º salário, FGTS e contribuição de INSS. Por outro lado, há variações em relação à duração do contrato e principalmente à jornada de trabalho.

Tadeu Saint’ Clair orienta as empresas a ter muito bem definido o que elas querem do trabalhador antes de escolher a modalidade que mais lhes atenda. “A abertura de novos postos de trabalho é uma via de mão dupla, que precisa ser atraente tanto para a empresa quanto para o empregado”, pondera.

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