Foto: O Tempo

Pesquisa do Instituto DATATEMPO mostrou que 9,8% dos entrevistados defendem realização do evento em ruas e avenidas.

Mesmo após quase dois anos de pandemia, as incertezas geradas pela doença persistem. Desta vez, a descoberta da variante ômicron e uma quarta onda de casos na Europa deixam dúvidas sobre a realização do Carnaval em 2022, festa popular brasileira que precisou ser cancelada neste ano. Em Minas Gerais, pesquisa do instituto DATATEMPO sobre a folia mostrou que nove em cada dez entrevistados são contrários ao apoio das prefeituras a eventos públicos nas ruas e praças das cidades. (Veja  abaixo mais sobre a pesquisa.) 

“Os resultados do último levantamento mostram que 89,2% dos mineiros acreditam que as prefeituras do Estado não devem apoiar a organização dos Carnavais de rua, de modo que, independentemente de apoiarem ou não a realização do evento, a maioria não vai frequentar blocos, desfiles e festas”, pontuou a coordenadora do instituto, Audrey Dias. 

O estudo ainda analisou dois cenários: no primeiro, caso ocorra apoio do poder público a blocos e eventos, 88,9% disseram que não pretendem comparecer. Já em municípios que não tenham festas organizadas pelas prefeituras, porém atividades em locais privados ou realizadas de forma independente, 93,3% disseram que não devem participar. A pesquisa foi realizada entre 26 de novembro e 1º de dezembro, em todas as regiões de Minas Gerais.

Relembre

As vias de BH receberam mais de quatro milhões de pessoas em 2020, ano em que a capital mineira teve um dos maiores carnavais do país. Por toda a cidade, a programação contou com dezenas de palcos e mais de 500 blocos. Em 2021, pelo segundo ano consecutivo, a prefeitura não vai planejar o evento. Em várias ocasiões, o prefeito Alexandre Kalil (PSD) alegou que o momento ainda não está propício para a realização de grandes festas. 

Na fala mais recente, ele lembrou que diversas cidades que anunciaram a festa já estão reavaliando o assunto. “Quando eu disse, há dois meses, que não ia ter Carnaval, que não era o momento, fui muito criticado. Agora, está todo mundo voltando atrás”, afirmou. 

Iniciativa privada

O prefeito de BH também se posicionou em relação às festas privadas: “A gente vai conversar, mas eu não acredito que qualquer presidente de clube, casas ou (local) de evento vai querer patrocinar o risco da população. Porém, ninguém proíbe ninguém de sair de casa”. 

Diversas festas que prometem reunir grande público já foram anunciadas na capital. Para a operadora de caixa Ludmila Riser, 34, o momento ainda não permite aglomerações como as dos quatro dias de folia. “Está cedo, e nem todos estão vacinados. Também tem a questão da dose de reforço, que garante uma proteção a mais, e só após todos serem imunizados com ela há mais segurança para esses eventos de grande porte. São milhões de pessoas na rua”, disse.

Moradora de Contagem, na região metropolitana, Cleide Soares, 50, lembrou as dificuldades de controlar o número de pessoas em blocos e shows públicos: “É um risco muito grande”. 

Decisão deve ser de prefeituras, adianta governador Zema

Depois de ter comemorado os índices epidemiológicos da pandemia de Covid-19 em Minas Gerais e ainda lembrado os benefícios econômicos gerados pelo Carnaval aos municípios mineiros, o governador do Estado, Romeu Zema (Novo), passou a ter uma postura mais incerta em relação à festa. Isso por conta da nova variante, ômicron, e também dos impactos que podem ser provocados pelos eventos neste fim de ano. 

“(A nova variante) é uma preocupação, sim. O secretário de Saúde (Fábio Baccheretti) e sua equipe estão acompanhando a evolução da vacinação e indicadores”, disse na última semana.

Ainda conforme Zema, a definição no Estado em relação à realização ou não da festa deve sair apenas em janeiro, a pouco menos de dois meses do início da folia.

Imunização

A expectativa do Estado é, até o Carnaval, ter imunizado mais de 90% da população mineira, o que poderia garantir segurança maior em relação à possibilidade de contágio pelo vírus. 

“Teremos que analisar também a nova variante. Mas já adianto que, como quase todo o Estado está na Onda Verde, se continuar assim, caberá aos prefeitos de cada cidade definir se terão festas ou não”, finalizou o governador.

Mesmo após quase dois anos de pandemia, as incertezas trazidas pela doença ainda insistem em persistir. Desta vez, a descoberta da variante ômicron e uma quarta onda de casos na Europa deixam dúvidas sobre a realização do Carnaval em 2022, festa popular brasileira que precisou ser cancelada neste ano. E em Minas Gerais, uma pesquisa do Instituto DATATEMPO mostrou que a cada dez entrevistados, nove são contrários ao apoio das prefeituras aos eventos públicos nas ruas e praças das cidades.

“Os resultados do último levantamento mostram que 89,2% dos mineiros acreditam que as prefeituras do estado não devem apoiar a organização dos carnavais de rua, de modo que independente de apoiarem ou não a realização do evento, a maioria não vai frequentar blocos, desfiles e festas”, pontuou a coordenadora do instituto, Audrey Dias. 

O estudo ainda analisou dois cenários: no primeiro, caso ocorra apoio do poder público aos blocos e eventos, 88,9% disse que não pretende comparecer. Já em municípios que não tenham festas organizadas pelas prefeituras, porém atividades em locais privados ou realizadas de forma independente, 93,3% também disseram que não devem participar. A pesquisa foi realizada entre os dias 26 de novembro e 1 de dezembro em todas as regiões de Minas Gerais.

Da Bahia ao Espírito Santo, do Rio de Janeiro ao Amazonas, as ruas e avenidas de Belo Horizonte receberam mais de quatro milhões de pessoas em 2020 e fizeram da capital mineira um dos maiores carnavais do país. Por toda a cidade, a programação contou com dezenas de palcos e mais de 500 blocos. Mas, pelo segundo ano consecutivo, a prefeitura já informou que não vai planejar o evento. Em várias ocasiões, o prefeito Alexandre Kalil (PSD) alegou que o momento ainda não está propício para a realização de grandes festas. 

Na última, Kalil lembrou que diversas cidades que anunciaram a festa já estão revendo a realização ou não dos eventos. “Quando eu disse há dois meses que não ia ter Carnaval, que não era o momento, fui muito criticado, agora está todo mundo voltando atrás. [Com relação às festas privadas] a gente vai conversar, mas não acredito que qualquer presidente de clube, de casas ou eventos vão querer patrocinar o risco da população. Porém ninguém proíbe ninguém de sair de casa”, disse. Apesar da indefinição, diversas festas que prometem reunir grande público já foram anunciadas na capital.

Para a operadora de caixa Ludmila Riser, 34, o momento ainda não permite aglomerações como as que acontecem durante os quatro dias de folia. “Está cedo e nem todos estão vacinados. Também tem a questão da dose de reforço, que garante uma proteção a mais e só após todos serem imunizados com ela há mais segurança para esses eventos de grande porte. São milhões de pessoas na rua”, disse.

A opinião é compartilhada pela diarista Cleide Soares, 50, moradora de Contagem, na Grande BH, que lembrou das dificuldades em controlar o número de pessoas que participa dos blocos e shows em espaços públicos. “Ainda há muitos casos, apesar da queda, e o pessoal não vai respeitar as medidas, como uso de máscara, distanciamento. É um risco muito grande”, acrescentou. 

Tema será debatido em janeiro

Depois de comemorar os índices epidemiológicos da pandemia em Minas Gerais e ainda lembrar dos benefícios econômicos trazidos pelo Carnaval aos municípios, o governador Romeu Zema (Novo) passou a ter uma postura mais incerta com a festa. Isso por conta da nova variante e também dos impactos que podem ser trazidos pelos eventos de fim de ano. “É uma preocupação sim, o secretário de Saúde (Fábio Baccheretti) e sua equipe estão acompanhando a evolução da vacinação e indicadores”, disse na última semana.

Conforme Zema, a definição no estado só deve sair em janeiro, a pouco menos de dois meses para o início da festa. A expectativa do estado é, até lá, ter imunizado mais de 90% da população mineira, o que poderia garantir uma segurança maior. “Teremos que analisar também a nova variante. Mas, já adianto que, como quase todo o Estado está na Onda Verde, se continuar assim, caberá aos prefeitos de cada cidade definir se terão festas ou não”, finalizou.

Pesquisa do Instituto DATATEMPO mostra a opinião dos mineiros sobre a realização da festa

Prefeituras devem apoiar o evento?
Sim – 9,8%
Não – 89,2%
Não respondeu – 1%

Caso a prefeitura apoie, pretende ir a blocos, desfiles e festas?
Sim – 10,3%
Não – 88,9%
Não respondeu – 0,8%

Mesmo que as prefeituras não apoiem, pretende ir a blocos, desfiles e festas?
Sim – 5,8%
Não – 93,3%
Não respondeu – 0,9%

Sobre a pesquisa
Foram ouvidas 1.404 pessoas de todas as regiões de Minas Gerais entre os dias 26 de novembro e 1º de dezembro.
O nível de confiança é de 95% e a margem de erro de 2,62% para mais ou para menos.

Foram ouvidas 1.404 pessoas de todas as regiões de Minas Gerais, entre 26 de novembro e 1° de dezembro. O nível de confiança é de 95%, e a margem de erro de 2,62% para mais ou para menos. FONTE: INSTITUTO DE PESQUISAS E MONITORAMENTOS DATATEMPO

Fonte/Texto: Jornal O Tempo

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui