Com procura 40% maior em 2022 em Minas, taxistas reclamam da alta de 10% no GNV

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Temor é de que o gás natural perca a competitividade principalmente frente ao etanol; valor para um metro cúbico é de R$5,490 em Minas

O avanço de 10% sobre o preço do Gás Natural Veicular (GNV) em Minas Gerais preocupa taxistas por ocorrer em um momento de crescimento na demanda pelo serviço.

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O Sindicato dos Taxistas e Motoristas Autônomos de Minas Gerais (Sincavir-MG) estima um crescimento de até 40% na procura neste ano, se comparado com o final do ano passado. No entanto, com o avanço do valor para aquisição do GNV, o combustível já se iguala ao etanol.

“A gente vê isso com muita preocupação. Sempre foi uma alternativa muito interessante para fugir dos altos preços da gasolina e do etanol e agora começa a se equiparar com o etanol. Geralmente um carro que roda sete quilômetros com um litro de etanol, vai rodar nove com um metro cúbico do GNV”, exemplificou João Paulo de Castro, presidente do Sincavir.

Se comparado ao consumo dos carros com a gasolina, Castro ressalta que a autonomia é praticamente a mesma. “Mas com a diferença de quase R$ 2 a mais no valor do litro se tratando de gasolina”, ponderou.

Conforme o representante dos taxistas, não há intenção de reajustar os preços do serviço oferecido à população neste momento. A preocupação é de que o encarecimento das bandeiras possa afastar clientes que migraram para o táxi em vez de utilizar aplicativos.

“Mesmo com grandes aumentos dos combustíveis, a gente não quer repassar isso para a população. Estamos, ainda, em uma luta de retomada do nosso consumidor. A gente tem visto o cliente voltando e temos conquistado um público jovem mais novo”, justifica João Paulo.

Ele também criticou a alíquota de ICMS de 18% que incide sobre o GNV e a tarifa da Gasmig para a distribuição do gás natural. O valor, de R$0,84 centavos, é o segundo maior do Brasil, conforme levantamento da Associação dos Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres (Abrace).

“Se a gente conseguisse essa redução com certeza o valor final seria melhor. Nós já fizemos o pedido de redução do ICMS e deixamos a demanda nas mãos do governo e estamos aguardando resposta”, ressaltou.

Outro pleito foi um pedido, feito à Gasmig, para entrega gratuita de kits para a conversão ao GNV para a categoria. “Isso traria incentivo para o consumo de gás”, aposta o presidente do Sincavir. A reportagem procurou a Gasmig e a Secretaria de Estado de Fazenda e aguarda retorno. 

Fonte: O TEMPO

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