Avaliação de Bolsonaro melhora gradualmente em Minas Gerais

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Total de eleitores que aprovam o presidente agora é 37,4%, contra 30,4% em outubro de 2021

O presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), tem recuperado popularidade e tido índices de avaliação gradualmente melhores nos últimos meses, embora ainda seja rejeitado pela maior parte da população mineira. Os dados da última pesquisa DATATEMPO, realizada entre os dias 15 e 20 de julho em todo o Estado, indicam que, embora na margem de erro, o presidente viu o número daqueles que aprovam seu governo melhorar mais uma vez. Com isso, são agora 29,4% aqueles que acham que a atual gestão federal é boa ou muito boa e 37,4% os que aprovam o presidente.

Do ponto de vista da avaliação, após os piores momentos registrados entre setembro e novembro do ano passado, Bolsonaro lentamente foi recuperando terreno ao longo dos demais levantamentos. Os eleitores que consideram o governo muito bom ou bom, que eram 23,1% em setembro de 2021, passaram a 25,2% no mês seguinte, depois 26,2% em novembro, alcançaram 28,6% em abril, até chegarem aos 29,4% registrados agora. 

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Enquanto isso, a parcela dos que avaliam o governo como ruim ou muito ruim oscilou de 50% para 52,1% entre setembro e outubro do ano passado e já caiu quase 10 pontos desde então. Foram 48,3% em novembro, 44,9% em abril e 42,5% agora em julho. Hoje, são 25,9% os que consideram o governo regular, contra 20,2% de outubro de 2021 e 24,8% de abril de 2022.

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No que diz respeito à aprovação do presidente, são 57% os que rejeitam Bolsonaro atualmente e 37,4% os que o aprovam. A desaprovação, porém, também vem caindo aos poucos nos últimos meses. Em outubro do ano passado, havia alcançado 65,4%. Em novembro de 2021, chegou a 62,7%. Depois, caiu para 59,1% em abril, até chegar aos 57% de julho. Paralelamente a isso, a aprovação de Bolsonaro, que era de 30,4% em outubro, passou depois para 32,4% em novembro, 36,9% em abril e agora atingiu os 37,4%.

Variações no eleitorado

A pesquisa realizada entre os dias 15 e 20 de julho indica que Jair Bolsonaro é melhor avaliado pelos homens do que pelas mulheres. Entre eles, o presidente alcança 41,8% de aprovação. 
Já entre as mulheres o índice fica em 33,4%. A desaprovação fica em 59,5% no eleitorado feminino e 54,3% no masculino.

Idade

Há também diferenças muito nítidas quando se analisa o conjunto dos mineiros por faixa etária. Por esse prisma, a desaprovação de Bolsonaro é bem mais forte entre os mais jovens. Na faixa de 16 a 24 anos esse índice chega a 67,6%, quase 15 pontos a mais do que o visualizado entre aqueles que têm entre 25 a 34 anos, por exemplo. A aprovação do presidente é de 27,3% nessa primeira faixa e 42,2% na segunda.

Bolsonaro também é desaprovado, em maior ou menor grau, nas demais fatias do eleitorado: 57,5% entre aqueles que têm entre 35 e 44 anos, 57,2% nos que possuem de 45 a 59 anos e 53,9% na faixa etária de 60 anos ou mais.

Rejeição maior em dois locais do Estado

A rejeição ao governo de Bolsonaro atinge seus maiores índices em Minas nas regiões Vale do Jequitinhonha e Campo das Vertentes. Na primeira, são apenas 21,1% os que aprovam a atual gestão, enquanto 67,6% desaprovam. Na segunda, 30% aprovam e 65% desaprovam. Por outro lado, resultados bem melhores são registrados pelo presidente na região Central e na região do Rio Doce. No primeiro caso, há praticamente um empate técnico. São 45,5% os que aprovam Bolsonaro e 47,7% os que reprovam. No segundo, os índices são de 42,9% e 50,9%, respectivamente.

Na região metropolitana de Belo Horizonte, a maior do Estado, Bolsonaro tem aprovação de 37,5% e reprovação de 58,3%. Os números são semelhantes aos de duas outras grandes regiões, a Zona da Mata (38,8% e 57,1%, respectivamente) e o Sul/Sudoeste de Minas (36,3% e 59%).

Evangélicos

Como já indicado em pesquisas anteriores, o presidente tem índices de aprovação bem melhores entre os evangélicos do que entre os católicos. Essa faixa do eleitorado é a única, entre todas as estratificações da pesquisa, em que a aprovação de Bolsonaro (53,6%) é maior do que a desaprovação (40,1%). 

Situação bem diversa da visualizada entre os católicos, que compõem a maior parte do eleitorado e na qual a desaprovação é de 62,2%, contra uma aprovação de 32,1%. Os índices são semelhantes entre aqueles que não têm religião (33% aprovam e 61,3% desaprovam) e pioram entre os espíritas (26,3% aprovam e 73,7% desaprovam).

Variações são menores no recorte por renda

No recorte por renda as variações de aprovação e desaprovação são menores, de acordo com a pesquisa DATATEMPO. O maior índice de desaprovação ao presidente Jair Bolsonaro (PL) se dá no grupo que recebe de dois a cinco salários mínimos: 58,3%. 

Contudo, nesse grupo a aprovação, em 37,4%, é maior do que na faixa de até dois salários mínimos, na qual fica em 34,3%. Entre os mais pobres a reprovação é de 56,6%. 

O melhor cenário para Jair Bolsonaro em Minas Gerais, embora ainda negativo, se dá entre os mais ricos, aponta o levantamento realizado em julho. Na faixa dos que recebem mais de cinco salários, o presidente, que busca a reeleição, é reprovado por 54,5% e aprovado por outros 41,8%. 

Dados de registro

A pesquisa DATATEMPO foi realizada pelo instituto com recursos próprios. Os dados foram coletados entre 15 e 20 de julho de 2022. Foram realizadas 2.000 entrevistas domiciliares. A margem de erro é de 2,19 pontos percentuais. O intervalo de confiança é de 95%. A pesquisa foi registrada sob os protocolos TSE nº BR-08880/2022 e TRE nº MG-08733/2022. 

FONTE: O TEMPO

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